sexta-feira, 31 de maio de 2013



1º Vinho Filosófico
F
oi marcado o dia para um grupo de professores se reunirem, finalidade?  Apenas para falar coisas boas, que nos traz alegria, festejar o prazer de estarmos juntos, trocar ideias e opiniões regadas a um delicioso vinho. Lugar aconchegante com aquela cara de família, o fogão a lenha, só faltou franguinho na panela.

O pessimismo, as tragédias, os governos incompetentes e corruptos como disse Rubem Alves em seu livro Conversas sobre Política, "são pequenas doses de veneno" por isso nessa tarde começo de noite é proibido falar de algo que nos entristeça.
Além da nossa conversa espontânea também refletimos sobre o texto de Lya Luft “Exercício de Otimismo” que por coincidência era o nosso objetivo naquele dia, segue abaixo uma pequena parte do texto:
“O abraço espontâneo, o bilhete, o beijo, as flores, o encontro em que nada é interesseiro; ninguém quer poder, dinheiro, voto – apenas estar junto, ou telefonar, ou escrever e-mail, para dizer coisas como “estou do seu lado”.” (Revista Veja 22 de maio, 2013)
A nossa vida é feita mais coisas positivas, mas damos mais importância às negativas. Não são as grandes festas onde muitas vezes nem conversamos, pois a música atrapalha, nem os grandes shows que nos fazem felizes; são as festas simples, os encontros casuais entre pais e filhos, entre amigos, entre vizinhos para tomar um café, as conversas no final da tarde, e o nosso Vinho Filosófico. 

Nesta tarde tivemos a oportunidade de conhecer o outro lado dos nossos colegas de trabalho, às vezes trabalhamos tanto tempo próximos e não o conhecemos verdadeiramente, não como profissional e sim como pessoa; seus talentos, suas habilidades, suas alegrias, suas paixões . . .  

O próximo Vinho Filosófico não foi marcado, mas logo teremos outro encontro sem interesse de ser uma grande reunião, apenas o encontro de amigos com interesses comuns. Falar de coisas boas e dar boas risadas faz o encontro Vinho Filosófico ser um grande encontro.


Da esquerda para direita: Prof ª Karina, Prof º Fabiano, Profs. Marcia, Guatabira, Salma, Sandra, Luisa, Clarice, Prof º Tista, Profs. Talita, Wal, Maria Amélia e Odileia.

 Leitura do Texto de Lya Luft Profª Maria Amélia.

 Que bela Lua!!!

sábado, 25 de maio de 2013

Francisco foi eleito Papa de muitos e nós fomos eleitos Pais de poucos.



Temos papa, temos pai
Lya Luft

27 de Março, 2013
Revista Veja


Pode parecer supérfluo escrever sobre o assunto que domina a imprensa com análises acuradas, frases entusiasmadas, comentários escrachados, enfim, toda a humana coisa. Porque nós somos assim. Eu, que não sou muito praticante, mas acho religião, religiosidade, alguma espiritualidade fundamentais, estou encantada com esse Francisco.
Primeiro, pela modéstia e pobreza. “Ah, como quero uma Igreja pobre, como quero uma Igreja para os pobres!" foi uma de suas exclamações, nesse tom de vovozinho — mas que ninguém se iluda, ali existe uma alma terna e férrea, como precisamos todos nós na figura de um pai, e ele é o pai. Recusou as vestes douradas e luxuosas, achou  que seu apartamento acomodaria 300 pessoas, assombra os responsáveis por sua segurança e os encarregados de medievais formalidades, usa sapatos pretos simples, crucifixo de ferro no peito e se porta como uma pessoa: abraça pessoas, pede que rezem por ele, dá boa-noite às multidões ou lhes deseja bom almoço, e a legião de filhos se vê olhada, se sente gente.
Não sei comentar assuntos teológicos nem, na minha tranquila existência, imagino a loucura que seja administrar a Cúria, o Vaticano, onde seriedade e delírio, luxo, pompa e austeridade devem andar misturados, às vezes mal misturados, há séculos. Mas sei o que uma pessoa deseja de um pai. Primeiro exemplo. Não adianta delegar a educação dos filhos à escola, à psicóloga, à pedagoga, aos amigos. A base de tudo, da personalidade, do futuro, esse chão sobre o qual andaremos pelo resto da vida (tropeçando mais se for esburacado, ou com mais chance de não quebrarmos tanto a cara e a alma se for mais sólido), é a família, a casa paterna, são mãe e pai: o exemplo. "Ser exemplo, ah, eu não quero isso, é muito chato", me diz um pai ainda moço. “Então não posso fazer tudo o que quero, agora que sou adulto?” Sinto muito: é chato, é inquietante, é limitador, mas se você tem filho, sobretudo pequeno ou adolescente, você é responsável. Se quer ser sempre um gatão (uma gatinha), não tenha filho; bem melhor para todos, para o mundo. Pois é a você, ao pai, que eles vão tomar como modelo, ainda que você não queira. Pai mulherengo, pai festeiro demais, pai que não se interessa, que não olha o tema (não é para fazer o tema pelo filho), que não repreende quando é preciso, que não estimula bastante, não abraça, não brinca, não joga bola, não procura saber dos amigos, não beija antes de pegar no sono, pai que ignora ou, quando comenta, ironiza, paralisa, pai autoritário demais, ou violento, pai que diz que não tem tempo... é o chão frágil que nos vai fazer cair mais, escolher pior, respeitar menos quem somos. Não falo só de filho homem. Esse meu “filho” é o agenérico, inclui as meninas, assim como esse “pai” inclui a mãe.

O grande pai que é o chefe dessa Igreja de incontáveis milhões de filhos, crentes ou meio desgarrados, é, antes de tudo, um exemplo. Com sua vida, suas convicções, seu jeito de ser: bondoso, simples, sim, mas não se iludam: vai ser, já começa a ser, um reformador, um orientador, e para isso vai precisar estar alerta, e presente, e firme, e sábio, e humilde, todos os dias de seu papado — que desejo longo. Porque estamos precisados de acreditar que o mundo não é, sobretudo, caça ao prazer, ao poder, e irresponsabilidade infantil, mas algo bem melhor que isso. Francisco. Francesco, com o gostoso som italiano, escolheu como inspiração aquele de Assis. Foi eleito para ser pai de um rebanho incontável e olha para, além disso, dirigindo uma bênção aos não crentes, coisa rara até onde sei, uma bênção legítima quase nunca usada. Ele vai deslumbrar o mundo, vai assustar, vai castigar, vai fazer pisar em ovos, mudar de pouso ou de postura, adquirir compostura, sair correndo, indignar-se, aplaudir, ter esperança. Só não vai ser momo. E assim, eu aqui, a quem ele não conhece, cuja existência nem imagina, lhe desejo força, sucesso, paciência (mas não muita), paz interior, iluminação. Ele bem que vai precisar. E nós precisamos muito dele.

"Imagine que você tem uma conta bancária e a cada manhã você receba um saldo de R$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte. Todas as noites o saldo é zerado, mesmo que você não tenha gasto tudo. O que você faria? Certamente você gastaria cada centavo.
Pois vou lhe dizer: isso não é imaginação! Você é cliente desse banco e ele se chama “tempo”.
Todas as manhãs é creditado 86.400 segundos na sua vida. Todas as noites o saldo é zerado. Não é permitido acumular saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs sua conta é reiniciada e todas as noites, os segundos não aproveitados se evaporam! E nisso não há volta.

Como você anda gastando esse saldo que Deus credita em sua vida todas as manhãs? Temos que estar atentos à importância de cada segundo...
Quer saber o valor de um ano? Pergunte a um estudante que repetiu o ano escolar; quer saber o valor de um mês? Pergunte a uma mãe que teve seu bebê prematuramente; quer saber o valor de uma semana? Pergunte ao diretor de um jornal semanal; quer saber quanto vale uma hora? Pergunte aos namorados que estão ansiosos por se encontrar; quanto vale um minuto? Pergunte a uma pessoa que perdeu o ônibus; e um segundo, quanto vale? Pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente e, até um milésimo de segundo tem valor... é só perguntar ao atleta que ganhou a medalha de ouro em um torneio!
Portanto: valorize cada momento que você tem.
E, lembre-se sempre: ontem é história, amanhã é mistério e o hoje é dádiva, por isso é chamado de presente!"
- desconheço o autor -